outubro 16, 2017
Site novo: Nova fase, tudo renovado!

Quando criei o Living Slow lá no começo de 2016, não imaginava essa resposta! Foram 100 mil visitas no site, muitas mudanças e sempre com propósito e energia positiva. Para comemorar uma nova fase, mais pessoal e com maior contato com quem me acompanha, criei após uma votação no Grupo do Living Slow, qual seria o novo nome associado ao conteúdo que produzo.

Assim nasceu o Isa Vert: Isa, vindo do meu nome, Isabel e Vert, em francês, verde, para traduzir a minha conexão com esse estilo de vida que faz parte da minha essência. Começamos e inauguramos hoje o novo site, aonde você poderá encontrar tudo que produzo. Uma nova fase, repleta de amor, olhando para além do Slow Living e partindo para um consumo consciente, minimalismo, moda sustentável e outros assuntos que envolvem essas escolhas. O Living Slow renasce com o novo nome, mas continuará com as mesmas características, pois quem está por trás desse conteúdo é a mesma pessoa, a que escreve nesse momento: Eu, Isabel Alves, prazer.

Aqui você encontrará os posts antigos do Living Slow, assim como os vídeos semanais do YouTube e também acesso as redes sociais, além do Guia de Marcas Éticas, que continua firme e forte! Dicas, comentários e sugestões são sempre muito bem-vindos, então, sintam-se a vontade! Aproveitem para "fuçar" tudo, pois há novidades espalhadas em todos os lugares, feito com muito carinho por mim. Espero que gostem da casa nova e aproveitem!
agosto 29, 2017
Como o slow living me ajudou a ser menos ansiosa

Com a necessidade e busca de uma vida mais simples, apesar do período de transição um pouco difícil (afinal, nenhuma mudança é fácil), vejo que essas mudanças me ajudaram a lidar melhor com minha ansiedade e enfim ter uma vida mais calma. Assim que conheci o Slow Living, me encantei com a ideia de não precisar seguir regras, nem ao menos seguir padrões impostos de metas, sucessos, entre outros tão comuns em nossa sociedade. 

Entendi que eu posso até trabalhar de maneira acelerada, mas isso não me fazia bem e que não há dinheiro no mundo que compre a minha saúde mental. Aprendi com o Slow Living que não preciso me comparar com outras pessoas (apesar que, de vez em quando ainda me vejo fazendo isso) e que acima de tudo tá tudo bem se eu não conseguir fazer tudo que deveria cumprir naquele dia. 

Compreender a complexidade que minha mente funciona e aprender a ouvir meu corpo, meus pensamentos e conseguir até mesmo prever uma crise mental antes que aconteça foi o maior presente que poderia ter com essa jornada. Se antes eu precisava fingir que estava tudo bem e tentar acompanhar o ritmo dos outros, agora entendo que todo mundo é diferente e não tem nenhum problema nisso, afinal cada um é especial de seu jeito. 

Foi preciso muito amor e paciência para que eu pudesse começar a me aceitar e ver a ansiedade como parte da minha vida, que sem ela eu não seria a pessoa que sou hoje. Se você sofre qualquer doença mental, lembre-se que você é forte e se alguém não entende sua batalha, ela que estará perdendo a oportunidade de conhecer o ser incrível que você é. 

Nossa sociedade não abraça nenhum tipo de diferença e infelizmente é preciso muito trabalho de auto-conhecimento e aceitação para que nós possamos nos mostrar e exigir o tipo de tratamento que merecemos. Menos julgamentos e mais abraços. 
agosto 22, 2017
Porque reciclar não é suficiente

Apesar de ser uma alternativa e sempre muito divulgada, a reciclagem não é nem deve ser considerada a solução de todos os problemas que a produção de lixo gera. Diferente do que muitos pensam, nem todo material pode ou vale a pena ser reciclado. No Brasil a reciclagem ainda possui um aproveitamento de resíduos muito baixo, já na Europa onde o sistema de reciclagem é altamente tecnológico e utilizado, 60% desse desperdício vai parar em aterros (37%) e incineração (23%), reforçando que a ideia de reciclar pode ser ótima. Entretanto, ainda é necessário um trabalho grande de conscientização para diminuir a quantidade de resíduos, que no fim das contas, é a causa raiz de tanto lixo.

Desde que comecei a estudar sobre esse assunto, notei que a maioria das pessoas conscientes sobre essas questões optam por comprar produtos sem embalagens descartáveis, e se isso não for possível, optam por embalagens com o mínimo de plástico. Conheci youtubers de outros países que usam alternativas como: comprar a granel, refil, reutilizar embalagens, entre outras práticas.

Achava que apenas reciclar o meu papel, plástico, alumínio ou vidro era suficiente, mas nossa como estava errada. A verdade em nosso país é que as empresas fabricantes desses produtos não assumem a responsabilidade com suas embalagens. Muitas dessas embalagens são de empresas terceirizadas e apenas compradas pelo produtor, o que faz com que não sejam reutilizadas, até porque com materiais como plástico, acontece um fenômeno chamado downcycling:



E já que estamos falando de plástico, você sabia que existem vários tipos? O processo de reciclagem deve ser feito apenas com plásticos da mesma família e se ele tiver restos de outras substâncias, dificulta ou torna-se impossível esse processo. Um exemplo disso são embalagens sujas por líquidos ou restos de comida ou até mesmo que seja feito não só de um material, como por exemplo os copos de papel para bebidas, que são compostos por uma fina camada protetora (normalmente de plástico). Para reciclar esse produto é preciso separar o plástico do papel, o que torna um processo desvantajoso e caro para quem recicla e leva ao não aproveitamento do resíduo.

Além de todas essas questões que não pensamos muito ao comprar um item numa embalagem, a maior parte vai para aterros sanitários, onde todo tipo de produto fica parado, ocupando espaço, num ambiente lacrado, produzindo substâncias que irão inutilizar o solo para uma plantação. Estamos literalmente, pagando o governo para produzir poços para que os restos e embalagens sejam descartados, produzindo gás metano e acabando com o nosso ambiente. Isso sem falar que essa matéria não será degradada, ocupando aquele espaço pelo tempo que lhe for permitido.

Por esses e tantos outros motivos posso afirmar que a reciclagem é uma ótima iniciativa e o primeiro passo, porém não é suficiente se não combinada com a diminuição da produção de lixo.

Mais sobre:
The Plastic Problem
O Problema do Lixo
Heading Towards a Zero Waste World
Recycling, Downcycling e Upcycling
Why businesses are starting to care about zero waste to landfill