Como o slow living me ajudou a ser menos ansiosa

agosto 29, 2017

Com a necessidade e busca de uma vida mais simples, apesar do período de transição um pouco difícil (afinal, nenhuma mudança é fácil), vejo que essas mudanças me ajudaram a lidar melhor com minha ansiedade e enfim ter uma vida mais calma. Assim que conheci o Slow Living, me encantei com a ideia de não precisar seguir regras, nem ao menos seguir padrões impostos de metas, sucessos, entre outros tão comuns em nossa sociedade. 

Entendi que eu posso até trabalhar de maneira acelerada, mas isso não me fazia bem e que não há dinheiro no mundo que compre a minha saúde mental. Aprendi com o Slow Living que não preciso me comparar com outras pessoas (apesar que, de vez em quando ainda me vejo fazendo isso) e que acima de tudo tá tudo bem se eu não conseguir fazer tudo que deveria cumprir naquele dia. 

Compreender a complexidade que minha mente funciona e aprender a ouvir meu corpo, meus pensamentos e conseguir até mesmo prever uma crise mental antes que aconteça foi o maior presente que poderia ter com essa jornada. Se antes eu precisava fingir que estava tudo bem e tentar acompanhar o ritmo dos outros, agora entendo que todo mundo é diferente e não tem nenhum problema nisso, afinal cada um é especial de seu jeito. 

Foi preciso muito amor e paciência para que eu pudesse começar a me aceitar e ver a ansiedade como parte da minha vida, que sem ela eu não seria a pessoa que sou hoje. Se você sofre qualquer doença mental, lembre-se que você é forte e se alguém não entende sua batalha, ela que estará perdendo a oportunidade de conhecer o ser incrível que você é. 

Nossa sociedade não abraça nenhum tipo de diferença e infelizmente é preciso muito trabalho de auto-conhecimento e aceitação para que nós possamos nos mostrar e exigir o tipo de tratamento que merecemos. Menos julgamentos e mais abraços. 

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